STF defende atuação de segurança após revelação de gastos com deslocamentos para resort no Paraná

STF defende atuação de segurança após revelação de gastos com deslocamentos para resort no Paraná

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em resposta a uma reportagem publicada na quinta-feira (22) a Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu uma nota reafirmando a finalidade e a legalidade das operações de segurança destinadas aos seus ministros.

A nota, que não comenta especificamente os dados financeiros divulgados, surge após a revelação de que funcionários do Judiciário foram destacados para atender a ministros da Corte em pelo menos 150 dias no município de Ribeirão Claro (PR), onde está localizado o resort Tayayá, de propriedade da família do ministro Dias Toffoli.

De acordo com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo na quinta-feira, as diárias pagas para esses deslocamentos ultrapassaram R$ 454 mil desde dezembro de 2022.

A nota oficial do STF enfatiza que a segurança do Tribunal “tem por finalidade garantir a autonomia e a imparcialidade dos ministros, atuando nos termos da legislação vigente”. O texto destaca que essa estrutura possui a atribuição de “avaliar riscos, identificar ameaças e definir os meios e modos necessários para assegurar a segurança dos ministros em todos os locais”.

Para justificar a necessidade de tais medidas, a Corte cita um cenário de ameaças recorrentes, que vão desde e-mails e publicações em redes sociais até tentativas de invasão e ações criminosas mais graves. São mencionados explicitamente os atos de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal sobre planos concretos contra autoridades.

“A atuação da Secretaria de Polícia Judicial do STF observa os preceitos legais aplicáveis, de modo a assegurar condições adequadas para o exercício pleno e independente das funções constitucionais dos ministros”, conclui a nota, sem fazer referência direta aos deslocamentos para o Paraná.

A reportagem da Folha, com base em documentos do TRT-2, detalhou que os deslocamentos de servidores tinham como justificativa “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal” em Ribeirão Claro. Os registros, no entanto, não identificam nominalmente o ministro atendido em cada ocasião.

Veja nota na íntegra:

A segurança do Supremo Tribunal Federal tem por finalidade garantir a autonomia e a imparcialidade dos ministros, atuando nos termos da legislação vigente. Para tanto, possui a atribuição de avaliar riscos, identificar ameaças e definir os meios e modos necessários para assegurar a segurança dos ministros em todos os locais.

Os ministros do STF são alvos recorrentes de ameaças, materializadas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão das dependências do Tribunal e outras ações criminosas. Fatos como os atos de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal que apuram planos concretos contra autoridades evidenciam esse cenário.

Diante desse contexto, a atuação da Secretaria de Polícia Judicial do STF observa os preceitos legais aplicáveis, de modo a assegurar condições adequadas para o exercício pleno e independente das funções constitucionais dos ministros.

Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal

Fonte:bn