Seguranças suspeitos de agredir casal em mercado na BA são denunciados à Justiça por tortura
Os cinco seguranças suspeitos de envolvimento nas agressões contra duas pessoas negras no estacionamento de um mercado em Salvador, foram denunciados à Justiça pelo crime de tortura. As informações são do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que informou que a denúncia foi feita na segunda-feira (5).
Segundo o MP-BA, mais informações da denúncia não podem ser divulgas, porque o processo corre sob sigilo.
O caso aconteceu no dia 3 de maio, no Big Bom Preço do bairro de São Cristóvão, após as vítimas terem supostamente furtado sacos de leite em pó.
O g1 entrou em contato com a Rede Carrefour, que administra o estabelecimento, e aguarda o posicionamento da empresa.Após o crime, a Rede Carrefour informou que as pessoas envolvidas nas agressões não eram funcionários diretos da empresa. A liderança e o contrato da equipe de prevenção da loja foram desligados e a empresa responsável pela segurança da área externa do mercado foi rescendido.
Relembre o caso

O vídeo que viralizou nas redes sociais no dia 5 de maio mostra o momento em que as vítimas foram agredidas no rosto e xingadas. Elas também foram obrigadas a falar seus nomes e os nomes de suas respectivas mães.
Em um momento do vídeo, a vítima mostra os pacotes de leite em pó que estavam dentro de uma mochila.
No dia 7 de maio, quatro dias após o caso, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a situação. Além disso, o Ministério Público abriu um processo para investigar se houve crime de racismo, já que o homem e a mulher envolvidos são negros.
Dias após o registro, o advogado da mulher que foi agredida divulgou que ela fez um acordo extrajudicial com a empresa que administra o supermercado. Os detalhes sobre o acordo não foram divulgados pela defesa da vítima, nem pela Carrefour, porque são termos sigilosos.
Em 19 de maio, cerca de 10 dias após o caso, a Rede Carrefour anunciou a exigência de câmeras corporais em seguranças que atuam nas áreas externas das lojas. A medida vale para todo o Brasil e, segundo o grupo, foi tomada junto à Diretoria de Equidade Racial da empresa.
Fonte: G1-Ba

