Em meio a jejum do Bahia, Renato Paiva defende trabalho: “Estamos crescendo como equipe”
A derrota por 2 a 0 para o Internacional fez o Bahia aumentar para cinco a sequência de jogos sem vencer na temporada. Quatro deles são pelo Campeonato Brasileiro, competição em que o Tricolor ocupa agora a 16ª posição, na porta da zona de rebaixamento. Apesar de os resultados indicarem um momento ruim, o técnico Renato Paiva voltou a apontar um crescimento do time [assista à íntegra da entrevista coletiva no vídeo acima].
+ Veja mais notícias sobre o Bahia
+ Veja tabela completa do Brasileiro
Na avaliação pós-derrota para o Inter, Paiva disse que os números das últimas partidas mostram que o Bahia está “crescendo como equipe”. De acordo com o treinador, o Tricolor precisa balançar as redes para afirmar a evolução.
– Os números em jogo indicam que estamos crescendo como equipe. Falta sedimentar isso, afirmar isso, com gols. Eu não marco gols. Isso é fato. Mas meus jogadores também não falham de propósito. Eu dou para eles todo o mérito naquilo que eles fazem dentro de campo. Muito orgulhoso do trabalho deles – disse Paiva.

Últimos cinco jogos do Bahia em 2023:
- Santos 3 x0 Bahia – Série A
- Bahia 2 x 3 Flamengo – Série A
- Santos 0 x 0 Bahia – Copa do Brasil
- Bahia 1 x 1 Goiás – Série A
- Internacional 2 x 0 Bahia – Série A
Ainda durante a entrevista coletiva, Paiva opinou sobre a pressão por resultados no futebol brasileiro. No entendimento do treinador, o cenário é prejudicial. Ele citou o longo tempo da Seleção sem vencer a Copa do Mundo para defender o ponto de vista.
– Estou no Brasil para trabalhar, mas não sou obrigado a concordar com tudo que se passa no Brasil. Para mim, isso é um erro claro e que está influenciando o futebol brasileiro. A Seleção Brasileira não é campeã do mundo há um tempo e é o país que melhores jogadores gera. Devia estar sempre nas finais e nas decisões. As pessoas olham para o jogo dessa forma, eu não posso controlar isso. Tenho que controlar a forma como eu olho – avaliou.
– Abel Ferreira, quando eu vim jogar aqui contra o Palmeiras pelo Independiente del Valle, o Abel estava na corda bamba para ser despedido. Ganhou, e a partir daí disparou e fez a carreira que fez. Luís Castro, nos primeiros meses, passou por confusão, hoje é líder do campeonato. Fernando Diniz, para não dizer que eu falo só de portugueses, também tem uma carreira a subir a pulso. Muito criticado e hoje dá as cartas no futebol brasileiro. Ou seja, é dar tempo ao trabalho. Deem tempo ao trabalho. Se não tiver tempo, como podemos provar – completou Renato Paiva.
Por fim, Renato Paiva justificou que tem encontrado mais dificuldades no trabalho à frente do Bahia porque está em meio ao início de um novo projeto. Essa é a primeira temporada do Tricolor após a venda de 90% da SAF do clube ao Grupo City.
– E volto a dizer, se eu tivesse vindo treinar o Palmeiras, eu não ia pedir tempo. Todo tempo que peço aqui, é porque o Palmeiras tem uma equipe montada, com ideia de jogo definida. Era chegar e aproveitar o que já está bem feito. Eu cheguei em uma realidade com tudo do zero. Esse é o ano zero, e vamos passar por problemas. Vai ser um caminho duro, mas estou aqui para fazer. Os começos são difíceis – finalizou Paiva.
O treinador vai ter dois dias de treino até a partida de quarta-feira, contra o Santos, pela Copa do Brasil. No jogo de ida, as equipes empataram sem gols na Vila Belmiro. O encontro na Arena Fonte Nova começa às 19h (de Brasília).
Fonte:Ge

