Em alta na Série A e com DM quase vazio, Ceni pode repetir escalação do Bahia pelo quarto jogo seguido

Em alta na Série A e com DM quase vazio, Ceni pode repetir escalação do Bahia pelo quarto jogo seguido

Rogério Ceni tem seguido à risca o ditado que diz que “em time que está ganhando não se mexe”. Pela primeira vez desde que chegou ao Bahia, em setembro de 2023, o treinador repetiu a escalação em três jogos seguidos. Uma sequência que deve perdurar e que já deixou fresca na memória do torcedor o time titular tricolor.

Escalação do Bahia nos últimos três jogos: Marcos Felipe; Santiago Arias, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Cauly e Everton Ribeiro; Thaciano e Everaldo.

O desempenho em campo baliza a repetição do onze inicial, mas a manutenção do time titular do Bahia vai além do ditado. Até porque, diante do calendário do futebol brasileiro, com muitas partidas em poucos dias, jogadores desgastados e lesões, querer repetir um time que teve boas atuações nem sempre é possível.

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No caso do Bahia, essa possibilidade existiu graças a um departamento médico praticamente vazio e jogadores em bom nível físico. Nas palavras do próprio Rogério Ceni, algo que só foi alcançado por causa do rodízio implementado no início desta temporada.

– Hoje a gente entende que valeu a pena ter passado janeiro e fevereiro trocando oito jogadores por jogo. Estamos sem lesões musculares. A gente consulta todos os departamentos para ter certeza que pode escalar os jogadores. (…) Fico feliz porque a rodagem no elenco em janeiro e fevereiro é o que nos possibilita repetir a equipe – pontuou Rogério Ceni após a última partida.

Jogos em que Ceni repetiu a escalação:

  • Bahia 1 x 0 Grêmio – Série A
  • Bahia 1 x 0 Criciúma – Copa do Brasil
  • Botafogo 2 x 1 Bahia – Série A

Onze inicial do Bahia antes da partida contra o Criciúma, pela Copa do Brasil — Foto: Letícia Martins / EC Bahia

Os únicos jogadores que não estão à disposição de Rogério Ceni são Nicolás Acevedo e Ryan, que se recuperam de cirurgias. Ou seja, se Rogério Ceni quiser, ele pode repetir a escalação pela quarta partida consecutiva neste domingo, quando o Bahia enfrenta o Bragantino na Arena Fonte Nova.

E Cuesta?

Curiosamente, a escalação que o Bahia mandou para campo nos últimos três jogos não tem um jogador que, até então, era visto como titular de Rogério Ceni: o zagueiro Victor Cuesta. Ele foi desfalque contra o Grêmio porque precisou passar por uma cirurgia no nariz. Já recuperado, ficou como opção contra Criciúma e Botafogo, mas não entrou em campo.

Questionado sobre o assunto em entrevistas coletivas, Rogério Ceni explicou a ausência de Cuesta. O treinador pontuou ter gostado das atuações de Kanu e Gabriel Xavier, que não sofreram gols contra Grêmio e Criciúma. E disse também preferir a manutenção da dupla para enfrentar o Botafogo por causa da velocidade dos atacantes alvinegros.

– A manutenção (da zaga) se deve muito à velocidade do Botafogo. O Botafogo é um time que ataca muito nas costas da última linha. O Cuesta ficou alguns dias parado, e decidimos, em função da velocidade deles, ter o Kanu. Mas não é nada que o Cuesta não possa estar de volta no próximo domingo. Os três são muito importantes para mim – afirmou Rogério Ceni.

Cuesta em treino do Bahia — Foto: Tiago Caldas / EC Bahia

Como explicado por Rogério Ceni, o retorno de Victor Cuesta é um cenário possível para a próxima partida. Uma mudança que encerraria a sequência de jogos com a mesma escalação titular. A decisão de Ceni só vai ser conhecida neste domingo, quando o Bahia recebe o Bragantino, na Arena Fonte Nova. Por lá, a bola começa a rolar a partir das 16h (horário de Brasília), e os ingressos estão à venda.

Fonte: Ge-Ba

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