Análise: mudança dá resultado, e Bahia mostra evolução defensiva para empatar com o Santos

Análise: mudança dá resultado, e Bahia mostra evolução defensiva para empatar com o Santos

Bahia apresentou uma significativa melhora defensiva para sair da Vila Belmiro com um empate sem sofrer gols na noite da última quarta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Santos. Além disso, o Tricolor levou perigo no ataque, principalmente no primeiro tempo, e poderia ter saído na frente no mata-mata [assista aos melhores momentos no vídeo acima].

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O Bahia pisou no gramado da Vila Belmiro com quatro alterações em relação ao time derrotado pelo Flamengo, no último sábado, na Arena Fonte Nova. Mas a mudança que chamou mais atenção foi tática, com a volta de Rezende à sua função de origem, como volante.

Biel, atacante do Bahia contra o Santos, pela Copa do Brasil — Foto: Reprodução/Ge

O meio-campista entrou no lugar de Thaciano, que não pode atuar pelo Bahia na Copa do Brasil porque vestiu a camisa do Grêmio no torneio. Com isso, o zagueiro David Duarte voltou ao time na defesa, e Vitor Hugo passou a jogar pelo lado esquerdo.

A outra mudança no meio foi a entrada de Acevedo no lugar de Yago Felipe. Renato Paiva também escalou Ryan de titular na lateral esquerda, no posto de Matheus Bahia, vetado deste jogo, e voltou a contar com Everaldo no ataque, na vaga de Arthur Sales.

Bahia no primeiro tempo:

O meio-campista entrou no lugar de Thaciano, que não pode atuar pelo Bahia na Copa do Brasil porque vestiu a camisa do Grêmio no torneio. Com isso, o zagueiro David Duarte voltou ao time na defesa, e Vitor Hugo passou a jogar pelo lado esquerdo.

A outra mudança no meio foi a entrada de Acevedo no lugar de Yago Felipe. Renato Paiva também escalou Ryan de titular na lateral esquerda, no posto de Matheus Bahia, vetado deste jogo, e voltou a contar com Everaldo no ataque, na vaga de Arthur Sales.

Bahia no primeiro tempo:

Com a entrada de Rezende ao lado de Acevedo, o Bahia teve maior poder de marcação na frente da zaga, grande problema contra Santos e Flamengo, pelo Brasileirão. A estratégia funcionou, e o time teve uma melhor compactação defensiva, com um meio-campo mais povoado e combativo na marcação.

Mais resguardado defensivamente, o Bahia apostou nos contra-ataques para levar perigo ao time da casa. O primeiro, aos 15 minutos de jogo, foi muito bem executado, com reposição de bola de Marcos Felipe, participação de Jacaré e finalização de Biel.

O Bahia também apresentou outras alternativas de jogo, como a saída de bola desde a defesa e os em lances de bola parada. Em um escanteio cobrado do lado direito, por exemplo, a sequência da jogada contou com cruzamento de Jacaré e finalização de Vitor Hugo para a segunda boa defesa de João Paulo na partida

Mas erros não são corrigidos do dia para a noite, e o Bahia também cedeu alguns espaços que poderiam decidir o jogo, principalmente na frente da área. Foi dessa maneira que o Santos chegou a balançar a rede em jogada que terminou anulada por impedimento. No lance, Jacaré não fez a compactação no corredor defensivo.

Lance de origem do gol anulado do Santos mostra espaço pelo lado direito da defesa do Bahia — Foto: Reprodução /Ge

Apesar do susto, o Tricolor terminou o primeiro tempo com quatro finalizações no alvo contra uma do Santos.

Lucas Pires – Santos x Bahia — Foto: Reprodução/Ge

Os primeiros 15 minutos do segundo tempo foram de pressão do time da casa, mas bem suportados pelo Bahia, que voltou a gostar do jogo e levou perigo em saída rápida da defesa para o ataque em finalização de Biel na última boa chance criada pelo Tricolor no jogo [assista no vídeo abaixo].

A maior preocupação com a compactação defensiva tem um preço na formação tática 3-5-2/3-4-3, e o Bahia não atacou tantas vezes como de costume.

Para tentar manter o Bahia agressivo no ataque, Renato Paiva realizou duas mudanças: Chávez no lugar de Ryan, na ala esquerda, e Ademir na vaga de Everaldo, no ataque. Sem centroavante, o Tricolor seguiu no 3-5-2/3-4-3 na fase ofensiva, mas com maior poder de velocidade e mobilidade. A prática, no entanto, não seguiu a teoria, e houve queda de produção da equipe.

Bahia após as duas mudanças:

Renato Paiva ainda trocou Cauly por Yago Felipe na parte final do segundo tempo, mas o meio-campista ficou somente cinco minutos em campo, já que sentiu dores na perna direita. Para substituí-lo, o treinador escalou mais um atacante, Arthur Sales.

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Em poucos minutos, o Tricolor deixou de ter um homem a mais no meio-campo para contar com um atleta a mais no ataque.

Mas o Bahia não manteve o mesmo ímpeto ofensivo do primeiro tempo e preocupou-se mais em se proteger das investidas do adversário. Tanto que apenas Biel sobrou como atacante nos minutos finais da partida. Ademir fechou a linha de meio-campo pela esquerda e Arthur Sales pela direita, enquanto os alas definitivamente viraram defensores.

Bahia nos minutos finais do jogo:

Ainda deu tempo de Marcos Felipe fazer uma única boa defesa na partida, depois de falha de marcação de Chávez na bola aérea. Mesmo com a queda de ritmo na segunda etapa, o Bahia terminou o jogo com quatro finalizações no alvo contra duas do Santos.

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Melhora defensiva para elevar a confiança

Depois de sofrer seis gols nos últimos dois jogos, o Bahia sustentou um empate sem ter sua meta vazada fora de casa. Ter um jogador a mais com características de marcação parece ter sido fundamental. Em sua função original, Rezende trouxe o equilíbrio defensivo que Renato Paiva talvez precise nas próximas partidas.

Ryan, Rezende e Kanu na marcação aos jogadores do Santos — Foto:Reprodução/Ge

Agora, o Bahia volta as atenções para o Campeonato Brasileiro, pois enfrenta o Goiás neste sábado, às 16h (de Brasília), na Arena Fonte Nova, pela sétima rodada.

O duelo da volta contra o Santos será disputado no dia 31 de maio, em Salvador. Com o resultado de igualdade fora de casa, o Tricolor avançará de fase na Copa do Brasil se vencer o Peixe diante de sua torcida.

Fonte:Ge

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