Análise: erros individuais custam caro ao Bahia no segundo revés sob comando de Rogério Ceni

Análise: erros individuais custam caro ao Bahia no segundo revés sob comando de Rogério Ceni

Bahia segue criando problemas para si mesmo neste Campeonato Brasileiro de briga contra o rebaixamento. Na tarde do último sábado, o Tricolor apresentou algumas virtudes diante do Flamengo, mas erros individuais custaram a derrota por 1 a 0, em jogo válido pela 25ª rodada.

O sistema defensivo resistiu bem à pressão rubro-negra em boa parte da partida, até quando o Bahia já estava com um jogador a menos por causa da expulsão de Kanu em lance crucial do jogo.

O zagueiro precisou cometer falta em Gerson após perda de bola de Vitor Hugo, principal destaque negativo do Tricolor. Com um homem a menos em campo, o time azul, vermelho e branco caiu de produção e sofreu o gol do revés, no Maracanã. Pedro marcou de pênalti.

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Flamengo x Bahia Pedro — Foto: André Durão/Reprodução/ge

Mas voltando ao pontapé inicial, o Bahia contou com doze dias para descansar e se preparar em busca de um melhor resultado. Só que o técnico Rogério Ceni apresentou uma escalação praticamente igual à utilizada na derrota para o Santos, na rodada anterior. A única mudança foi o retorno de Rezende, após cumprir suspensão, no lugar de Acevedo.

Vale ressaltar que o Tricolor apresentou muito pouco e não sobre aproveitar um Flamengo em seus piores dias na temporada. O Rubro-Negro vem de perda do título da Copa do Brasil e de demissão do técnico Sampaoli, sem contar que não vencia há quatro jogos. Nesta partida, o time carioca foi comandado pelo interino Mário Jorge.

A parte defensiva do Bahia contou com mais compactação do que em jogos anteriores, mas espaços foram cedidos, principalmente quando os passes eram trabalhados entre zagueiros e laterais.

Outro problema tricolor foram os erros individuais. Na saída de bola, Vitor Hugo e Kanu trouxeram problemas em um lance cada um, mas a jogada mais perigosa do adversário na primeira etapa foi uma bola na trave em cobrança de falta.

No ataque, o Bahia explorou a casquinha de cabeça de Everaldo para ganhar a primeira bola. Outro ponto favorável foi a marcação adiantada dos meio-campistas para ganhar as jogadas com o Flamengo saindo para o jogo.

Mas essas boas alternativas duraram no máximo 15 minutos. Duas dessas jogadas, inclusive, foram finalizadas por Rafael Ratão. Na primeira, Rossi teve trabalho.

Para a segunda etapa, era preciso, principalmente, trazer um melhor trabalho de bola no meio-campo, algo que ainda não foi recuperado desde a lesão no joelho de Cauly. O camisa oito foi desfalque pelo quarto jogo seguido.

Sem poder contar com o meia, que está em fase de transição física, Rogério Ceni manteve o onze inicial. O planejamento do técnico, no entanto, caiu por terra quando Kanu foi expulso nos primeiros minutos.

Para completar a primeira linha defensiva, Gabriel Xavier entrou no lugar de Everaldo. Sem uma referência no centro do ataque, Thaciano alternou entre as funções de meia e atacante, mas antes de ter chance de construir alguma jogada, Gilberto cometeu pênalti em Bruno Henrique. Pedro foi para a marca da cal e converteu a cobrança.

Com um jogador a menos, além do placar adverso, Ceni trocou os atacantes Ademir e Ratão para as entradas de Biel e Juba, respectivamente. E a nova dupla deu uma boa dinâmica ofensiva ao Tricolor. Juba, inclusive, perdeu chance após bom passe de Biel .

Na reta final do jogo, Acevedo e Jacaré também entraram, nos lugares de Yago Felipe e Camilo Cándido, respectivamente. Com isso, Juba passou a atuar como lateral-esquerdo. Mas o Bahia não conseguiu criar outras chances de empatar a partida e vai precisar melhorar muito seu nível de jogo para deixar o Z-4.

O que precisa ser feito?

Após duas derrotas em três jogos, Rogério Ceni conseguiu melhorar o nível de atuação do Bahia, mas não em grande escala. Talvez seja o momento de o treinador arriscar um pouco mais nas escalações e realizar mudanças além da já esperada entrada de Cauly quando o camisa 8 tiver condições de jogo.

A manutenção de Vitor Hugo na defesa parece não ser o caminho ideal no momento. O atleta foi o principal destaque negativo do Tricolor nesta partida.

Já o atacante Biel, pelo que fez na temporada, antes de se lesionar, além do bom desempenho na segunda etapa, merece chance no onze inicial por sua capacidade de produzir ofensivamente.

Vale ressaltar que o camisa 10 (herdou o número pelo bom desempenho), tem nove gols e seis assistências na temporada.

O treinador terá uma semana para pensar a escalação, sem poder contar com Kanu, suspenso, e preparar o Bahia com treinamentos para confronto direto com o Goiás, que também luta contra a zona de rebaixamento.

A partida está marcada para o próximo sábado, dia 7 de outubro, às 16h (horário de Brasília), no Estádio da Serrinha, pela 26ª rodada do Brasileirão.

Fonte:Ge-Ba

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