Análise: Bahia quase complica jogo controlado, mas mostra estrela e maturidade para vencer o Coritiba
Apesar de um momento de instabilidade e susto, o Bahia foi absoluto na maior parte do tempo para bater o Coritiba por 3 a 1, na tarde deste domingo, e chegar à segunda vitória na Série A. Para superar o Coxa, o time do técnico Renato Paiva mostrou repertório e ainda contou com o brilho individual de alguns jogadores (assista acima aos melhores momentos).
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Renato Paiva fez duas mudanças em relação ao time que venceu o Vasco na última rodada: no meio-campo, Yago Felipe entrou no lugar de Acevedo; no ataque, mais uma tarde de rodízio com Biel substituindo Ademir. O primeiro foi discreto em campo, e o segundo mostrou mais uma vez que merece mais tempo na equipe principal. Sobre as trocas, Paiva explicou na entrevista coletiva que levou em conta o desgaste físico dos atletas.
Não fosse o placar magro, o Bahia teria resolvido o jogo no primeiro tempo. Com boa leitura sobre o momento de cadenciar e acelerar o jogo, o Tricolor encontrou espaços na defesa do Coritiba, sobretudo pelo lado esquerdo com Biel e Thaciano. O gol saiu em lance que o time começou a tocar a bola de forma lenta até acelerar com passe rápido de Cauly para Matheus fazer cruzamento venenoso.
A vantagem deixou o Bahia mais confortável para jogar no contra-ataque e aproveitar a velocidade de Biel e Jacaré. Além disso, a equipe foi bem na pressão sobre a posse de bola do Coxa tanto na saída de bola quanto próximo a sua área. Em um desses lances, Thaciano fez desarme no campo de defesa e recebeu novamente de Biel já na cara do gol – só não tirou o 10 porque falhou na conclusão.
Thaciano, novamente em tarde inspirada nos dois lados do campo, ainda apareceu dentro da área para acertar a trave em cabeçada. Defensivamente, os mandantes se comportaram bem, apesar de cederem algumas bolas paradas perigosas na entrada da área.
Bahia acorda após susto
Com um placar magro, o Bahia começou a etapa final em ritmo ainda mais lento e, dessa vez, com dificuldade em aproveitar os contra-ataques. Faltava Everaldo, em tarde nada inspirada, ajudar na transição. E parece que faltava um “susto” para a equipe acordar em campo. Foi o que aconteceu aos 17 minutos.
O Coritiba, que também não fazia muita coisa para empatar o jogo, “achou” um gol em chute de longe de Boschilia. Muito provavelmente, um filme passou na cabeça dos torcedores tricolores que já viram momentos como esse em outros jogos, com a equipe entrando em pânico e sem conseguir mais voltar para o jogo. Não foi o que aconteceu nesta tarde.
Dois minutos após sofrer o empate, o Bahia voltou à frente do placar em lance que vale o destaque para Jacaré, que brigou para recuperar a bola e, principalmente, para Biel pela finalização certeira de fora da área. O golpe final do Tricolor aconteceu três minutos depois, quando David Duarte aproveitou cobrança de falta precisa de Cauly para fazer o terceiro gol. A partir daí, a equipe baiana só controlou a partida sem sofrer mais qualquer susto.
No fim das contas, o Tricolor teve resultado merecido e que poderia ter acontecido já no primeiro tempo. Mas superar o empate do Coritiba também faz parte de um processo de maturidade importante para Série A e que muitas vezes não foi visto pelo Tricolor nesta temporada. Ponto positivo para a equipe. Ainda assim ficam alguns questionamentos para Renato Paiva:
- Biel não pode e não merece entrar em rodízio no time titular.
- Everaldo precisa entregar mais e não pode ter vaga absoluta no time.
Talvez as respostas já venham no próximo jogo, diante do Santos. A partida está marcada para a próxima quarta-feira, às 19h (de Brasília), na Vila Belmiro. É aguardar.
Fonte:Ge

